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“CAFÉ BALBINA”

“CAFÉ BALBINA”

UMA EXPÊRIENCIA DE COMO PODEMOS CONVIVER COM A NATUREZA, SEM EXPLORÁ-LA.

O plantio de café Robusta Amazônico dos agricultores da Associação de Produtores Rurais Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, que se localiza no Km 13 do ramal da Morena, Vila de Balbina – Presidente Figueiredo, é um exemplo inspirador de como uma comunidade pode cuidar do meio ambiente por meio da agricultura sustentável. Tornando-se sinais visíveis de ecologia integral em ação, a produção de café não apenas gera renda mas também preserva a biodiversidade; promove práticas agrícolas responsáveis; fomenta justiça social e igualdade; cultiva a espiritualidade pela conexão com a terra.

Atualmente, em média 16 associados participam da associação: ao todo são cultivadas cerca de 5 mil pés de café pelos produtores. A experiência é acompanhada pela Cáritas Arquidiocesana de Manaus por meio do Projeto Uka-Casa Comum – Misereor.O café Robusta Amazônico, adaptado para a Região Amazônica, resulta do cruzamento dos cafés Robusta e Conilon (EMBRAPA/RO – Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). Por meio do projeto são proporcionadas aos agricultores formações, visitas técnicas, intercâmbios, workshops e outras atividades que visam o desenvolvimento da associação. Além da parceria com a Embrapa de Rondônia, conta-se com o apoio da Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Vila de Balbina e IDAM – Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas.

O café produzido passou pelo teste de qualidade, conduzido pela Embrapa – Rondônia; alcançou a pontuação de 82,5, considerado café especial por possuir ótima qualidade. Para ser classificado como especial deve-se atingir uma pontuação entre 80 e 100. A pontuação é determinada mediante avaliação sensorial realizada por provadores especializados que consideram diversos critérios: aroma, sabor, acidez, finalização, equilíbrio e doçura. Além disso, o café já dispõe de sua própria marca “Café Balbina”.

Para o casal Rosemeri Cipriano de Freitas e Nero José Pantoja Bezerra, resultado do trabalho tem sido muito gratificante. “O cultivo do café, em nossa família iniciou por intermédio do pároco da Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro de Balbina, “o padre Israel,” que não conformado só com o trabalho de evangelização das comunidades, também buscou incentivar o plantio, algo que pudessem trazer uma melhor condição financeira para as famílias  e agregar mais qualidade de vida, vimos uma oportunidade  de plantarmos e termos onde nos ocuparmos após nossa aposentadoria. No início era apenas para fins de entretenimento, para cultivarmos para o consumo próprio e para atender as demandas mais próximas. Mas conforme fomos participando dos cursos oferecidos pela Cáritas, procuramos aplicar os conhecimentos adquiridos, o trabalho foi ficando cada vez mais sério e o resultado muito gratificante. No primeiro ano de colheita produzimos 3 sacas de cafés, com um pequeno plantio de 250 pés. Hoje essa atividade se tornou uma complementação da nossa renda.”

Os resultados do projeto mostram os efeitos na melhora da qualidade de vida, no aumento da renda, na redução do impacto ambiental e no fortalecimento da coesão comunitária. A experiência também nos mostra que a ecologia integral é possível, benéfica e essencial. Um grande sinal para nós de como podemos conviver com a natureza cuidando dela sem explorá-la, dando testemunho de como respeitar a Criação preservando o futuro.

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UMA EXPÊRIENCIA DE COMO PODEMOS CONVIVER COM A NATUREZA, SEM EXPLORÁ-LA. O plantio de café Robusta Amazônico dos agricultores