O projeto Uka – Casa Comum busca contribuir e fortalecer iniciativas coletivas, melhorar condições de vida e articular políticas afirmativas nas comunidades indígenas e não indígenas urbanas e rurais no território da Arquidiocese de Manaus.
O projeto surgiu devido a necessidade dos grupos acompanhados em buscar soluções para a própria sobrevivência, fortalecimento de sua comunidade/grupo, bem como de tentar reduzir as desigualdades urbanas sobretudo daqueles que são invisíveis e sofre com a negação de direitos.

O projeto atua diretamente em 10 comunidades indígenas na luta pelo direito a cidade e por políticas afirmativas, para isso são realizadas formações com objetivo de informá-los sobre seus direitos para que eles conheçam e a partir deles possam reivindicá-los fazendo com que virem políticas públicas. Em 4 dessas comunidades, juntamente com mais 5 comunidades não indígenas, o projeto desenvolve atividades nos princípios da Economia Solidária, onde são realizadas formação, oficinas de produção, articulação para exposições e vendas dos produtos – sabão em barra, sabão líquido, amaciante, artesanatos, guardanapos, roupas e bolsas feitas com pinturas indígenas a mão, vassouras feitas a partir de garrafas pet e produção de chás a partir da medicina tradicional. Atua ainda, juntamente com 5 Associações/Cooperativa na luta pelo direito a terra, moradia, escola, fomento e incentivo a agricultura familiar, na produção de café, guaraná, hortas urbanas em zonas periféricas de Manaus e outras culturas.
Grupos acompanhados 19: Coliseu 1, Coliseu 2, Coliseu 3, Família de Nazaré – Nova Cidade, Nossa Senhora das Graças – Colônia Antônio Aleixo, Lua Verde do Povo Kokama, Kokama do Monte Horeb, Aldeia Paxiubal, Aldeia Cipia, Aldeia Tururukari-Uka, Maloca Bayaroa, Aldeia Yupirunga, Associação Kokama do Brasileirinho, Aldeia Waikiru, Associação Mura do Parque das Laranjeiras, Associação do Produtroes Nossa Senhora do Perpetuo Socorro – Balbina, Cooperativa de Produtores do Tarumã – Cooptarumã, Associação dos Produtores Frederico Veiga e Comunidade do Novo Catalão.
O projeto é apoiado pela MISEREOR, pelo período de 3 anos.